Columbina
inspirava-lhe melodias magníficas. Marcelo parecia que sentia a beleza de
Columbina ao pé de si, que nunca a tinha perdido de verdade e fora um erro tê-la
perdido. Marcelo sentiu ainda mais saudades, emocionou-se e caiu uma lágrima em
cima da pomba que seria Columbina.
Tudo ficou em silêncio, nada acontecia, até
que se ouviram uns barulhos cintilantes e mágicos que abriram a alma a Marcelo.
Quando deu conta, Marcelo viu Columbina ao seu lado pensando que era um sonho
tornado realidade, pois não tinha mudado nada. Ela continuava tão bonita e bela
como quando a vira pela primeira vez. Deu um grande suspiro e perguntou a
Columbina se era mesmo ela e se afinal não tinha ficado louco. Columbina respondeu
que era ela e que estava muito feliz por o ver. Os dois ao verem-se uma vez mais,
já não tinham dúvidas que o seu destino era ficarem juntos.
Construíram uma
vida juntos e realizaram os seus sonhos. O violoncelo que Marcelo tinha
construído ficou famoso por todo o país e foram construídas várias réplicas,
mas nunca nenhum violino tocou como o de Marcelo, pois o dele foi feito à mão,
com todo o amor que Marcelo tinha por Columbina. O mais importante era a
madeira do instrumento, pois tinha absorvido a lágrima de tristeza de Columbina
que tornou mais mágico o som das suas cordas.
Catarina Marques, 6.º B
Colombina pediu a Pierrot para ir para junto de Marcelo, pois estava apaixonada pelas suas melodias. Pierrot disse- lhe:
- Irei transformar- te numa linda borboleta branca e voarás
livremente, mas estarei, sempre aqui na Lua à tua espera, se quiseres voltar.
Então, Colombina voou livremente e pousou no violoncelo de
Marcelo. As melodias saiam cada vez melhor e mais apaixonantes. Marcelo
percebeu que aquela linda borboleta pousada no seu violoncelo era Colombina e,
apesar de estranhar falar com um ser minúsculo, disse a Colombina:
- Minha querida Colombina, sei que és tu, sempre te amei e
vou continuar a amar até ao fim da minha vida, mas, com o passar do tempo,
percebi que não sinto um grande amor por ti comparando com Pierrot que te ama
sem fim. És a minha musa! Inspiras as minhas melodias! Por isso, esquece-me como
o amor da tua vida mas nunca como amigo.
Colombina, destroçada, transformou-se em humana e começou a
correr até mais ninguém a ver. Pierrot, que a amava verdadeiramente, procurou-a
por todo lado, mas não a encontrou. Marcelo partira-lhe o coração em pedaços e
nunca mais ninguém os conseguiu colar.
Inês Colaço, 6º B
O pássaro que estava poisado no violoncelo voou e foi
poisar em cima de um móvel que estava em frente à cama de Marcelo.
Depois dele ter tocado a música, Colombina viu-se com pés
e braços. A rapariga viu um papel que estava escrito e desenhado e pegou nele.
Ela sentou-se na cama de Marcelo e encantou-se, porque o que via era um desenho
com o seu rosto. Ele, o Marcelo, observava a sua musa e ficou muito contente
por ela ficar emocionada com aquele esboço. Já ela sentia-se dividida pois
Pierrot e Marcelo eram duas escolhas muito boas.
Colombina foi para sua casa pensar no que estava a
acontecer. Depois Pierrot, bateu à sua porta e convidou-a para ir ao cinema. Ela
aceitou o seu convite e comeram pipocas até ao intervalo, mas agora era Pierrot
a pagar a outra rodada. Ele foi comprá-las e deixou cair a carteira que largou
um cartão que ele nunca tinha mostrado a Colombina, o que era muito estranho,
pois ele contava-lhe tudo ou quase tudo. Ela pegou no cartão e viu algo escrito
que dizia: Esta menina é alguém que me faz sentir bem, mas tinha o nome Rosita.
Colombina, quando ele chegou, contou-lhe e ele pediu-lhe
desculpa. Explicou-lhe que se tinha apaixonado por outra rapariga muito gentil.
Ela ficou muito triste, pois pensava que podia confiar em Pierrot, mas não era
bem assim. Ela interrogou-se porque é que a tinha convidado para a ir ao cinema
se gostava de outra menina.
Quando Colombina foi ter com Marcelo para ouvir as suas
melodias, viu Pierrot a conversar com Marcelo:
- Olha, a tua amada é minha e não a vais conseguir
retirar dos meus braços com muita facilidade.
Colombina percebeu que Pierrot gostava dela para fazer
ciúmes a Marcelo.
Naquele momento, Marcelo tocou a nota mais desafinada que
ela algum dia tinha ouvido. Mas Colombina não deixou que Pierrot ficasse com
ela e disse-lhe:
- Sei que queres que eu fique contigo, mas isso nunca irá
acontecer, pois se gostasses mesmo de mim gostarias das pessoas que me fazem
feliz.
Depois de todos terem escutado tudo aquilo, sussurrou ao
ouvido de Marcelo “eu gosto de ti”. Marcelo rebentou de felicidade e
exprimindo-se pela música tocou a melodia mais agradável alguma vez ouvida. Já
Pierrot, com aquele mau feitio, foi sofrendo muito na sua vida, pois era ele
que criava os obstáculos mais difíceis de ultrapassar.
Soraia, 6.º B
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