No tempo em que os caracóis não andavam com a casa às costas, um cavaleiro subiu a uma torre à procura da fórmula da paz.
No País Luminoso vivia um Pirata que estava cansado de viver em guerra e de ser perseguido pela mulher-polícia. Ela tinha ouvido ao seu avô falar de uma fórmula da paz escondida numa torre num país distante. O Pirata era muito gordo, tinha uma perna de pau, uma pala no olho e um gancho na mão. Pegou na sua espada, chamou a tripulação e entraram no barco em direção à torre, na esperança de encontrar a fórmula. Chegaram à torre. Enquanto a tripulação aguardava, o pirata subiu e encontrou o Cavaleiro.
Assim que o Cavaleiro viu o Pirata, assustou-se.
- Calma! Não te assustes! Não te faço mal - sossegou o Pirata.
- O que estás aqui a fazer? - perguntou o Cavaleiro.
- Venho do País Luminoso que está sempre em guerra, por isso venho à procura da fórmula da paz. O meu avô contava-me uma história em criança que falava de uma fórmula. - explicou o pirata.
- Eu também preciso da fórmula. O meu país também está em guerra. Podemos partilhá-la. Como sabes que está aqui? – perguntou o Cavaleiro.
- O meu avô deu-me este mapa. Aqui está a torre e em cima está uma cruz. - dizia o Pirata, apontando o mapa.
De seguida os dois procuraram. Escavaram no chão e encontraram um frasco de vidro com um rolinho de papel no interior. Abriram o frasco, tiraram o papel e desenrolaram-no. Leram o que estava escrito e perceberam que era a fórmula da paz:
RESPEITO
PELA LIBERDADE DO OUTRO.
- Encontrei! Encontrei! - gritou o Pirata com satisfação,
olhando pela janela.
A tripulação dava pulos de alegria.
- Como vamos fazer? - preocupou-se o cavaleiro.
- Tenho aqui o mapa e copiamos a fórmula atrás. - sugeriu o Pirata.
- Toma a minha pena. - ofereceu o Cavaleiro.
O Pirata copiou a receita e guardou-a no bolso do casaco.
Despediram-se com um grande abraço. Desceram as escadas da
torre. O Cavaleiro montou no cavalo e o Pirata juntou-se à sua tripulação. Cada
um regressou à sua terra com esperança de acabar com a guerra.
E depois…
foram-se as vacas e ficaram os bois.
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